SPFW inverno 2015

Mulherada, como prometido vim fazer um resumão de como foi a semana de moda mais badalada do Brasil, o SPFW inverno 2015.

Já é possível ter noção das tendências que irão com certeza invadir as ruas no próximo ano.
PatBo: coleção que mistura a extrema feminilidade, com muitos ornamentos, bordados e riqueza nos materiais, com uma atitude mais jovem e até masculina, ou atrevida. A alfaiataria está bem construída, há um bom trabalho com o tweed, nada careta, uma cartela de cores vibrantes, estampas exclusivas e um trabalho com moletom bordado, às vezes cropped, que traz jovialidade à coleção, misturado aos tecidos mais pesados. É uma coleção rica e vibrante, para sua clientela jovem e vaidosa.
Cavalera: mix de texturas vindas da lã com o tear manual, em casacos longos e desgastados na linha feminina e masculina, no xadrez usado em detalhes ou nos patchworks onde se vê, ali no meio, quase escondido, um bordado em formato de biscoito de gengibre com shape de bonequinho: um clássico entre as guloseimas do Hemisfério Norte e da casa feita de doces pela bruxa do enredo. A aplicação do xadrez com mistura de tons sujos, como verde, roxo, marrom e cinza é usada para eles e para elas, simulando golas e decorando detalhes das peças. Destaque para a curadoria de tecidos feita por Alberto Hiar, com seleção de materiais trazidos de 15 países diferentes, como Turquia, Índia, Itália, Espanha, Paquistão e Japão. 
Colcci: na passarela, imperam as calças amplas e curtas (no limite para virarem bermudas longas) com cintura alta usadas com top cropped, os jeans desgastados acompanhados de peças mais estruturadas como o vestido, a capa e a saia no ótimo tressê feito de jeans, os coletes e os conjuntinhos de casacos curtos com saias duras evasês. O mix de texturas e padronagens, quando bem feito, sempre enriquece o look e a Colcci aplica bem este recurso em várias peças, dando um ar étnico multicultural super em voga. Para os homens, a bermuda combinando com o casaco é hit, assim como o casaco 7/8 mais durinho, chique, com detalhe em couro para ser usado casualmente com jeans.
Triton: na passarela, a Triton fez a felicidade dos fãs de Star Wars e criou uma coleção inteira inspirada na trilogia, com mais referências de uniformes espaciais na linha feminina e mais pegada Luke Skywalker para os garotos, naquela fase do planeta desértico Tatooine. Assim, shapes estruturados, ilhoses costurando peças que lembram armaduras e peças ajustadas constróem as heroínas femininas enquanto os homens ganham interpretações misteriosas envolvendo a alfaiataria, o deserto, o esporte, numa cartela de cores apurada e uma combinação de proporções afiada que poucos sabem fazer como Igor de Barros. 
Iódice: na coleção, os crochês viram casacos felpudos e os prints aparecem nos vestidos super femininos da marca, com destaque para o modelo que pode ser considerado o carro-chefe da coleção, com decote V profundo, acinturado e com saia plissada na altura da canela. O macacão de seda com decote V e estampa tribal com fundo azul também entra na lista dos pontos altos do inverno tropical (com temperaturas amenas) da grife. 
Ellus: mais uma vez evocou seu espírito roqueiro, inspirou-se nas gangues de rua, acrescentou leveza com o colorido néon dos anos 80 – daí vêm os coturnos pink e verde limão deliciosos – e incorporou a cultura do grafite aos prints que levavam o nome da marca e tinham como referência o trabalho do designer e artista americano Stephen Sprouse, o mesmo da colaboração com a Louis Vuitton em 2001 e famoso por mesclar roupas de luxo a elementos da cultura popular de rua. Nas roupas, algumas preciosidades como a série de patchwork de pele de cobra e as muitas saias com babados na barra. O ponto alto porém são os bons e já conhecidos jeans, ora texturizados, ora incrementados com aplicações, acompanhados das estampas como as de correntes, do grafite e dos acessórios sempre espertos da grife. Destaque para os ótimos macacões, tanto masculinos quanto femininos.
Osklen: reinterpretou cinco ícones do guarda-roupa (trench coat, camisa xadrez de flanela, look militar, jeans e o smoking) para chegar a mais uma coleção com seu DNA correndo na veia: design, conforto e novidade. Todas as peças são usáveis e desejáveis, a começar pelos casacos do início em um tecido que parece lã, mas na verdade é uma seda feita com resíduo da produção e tear manual. Há ideias muito bem sucedidas ao longo da coleção, como o trench desconstruído em camadas e as peças inspiradas em vestes de lingerie, como anáguas. Mais um hit para a linha de acessórios da marca: o tênis com a parte do calcanhar rebaixada, que remete a forma como só enfiamos o pé, sem calçar propriamente, quando estamos em casa.
TNG: originalmente marrom, o jeans empresta sua cor inicial para a cartela da TNG, que desgasta o material em tons que remetem à sujeira da terra das minas (além do azul índigo e do azul claro também desgastados), cria patchworks com o material para fazer referência ao uso nada glamoroso inicial e mistura as peças simples, como as jardineiras, com as referências a modelos clássicos de festa ou de alfaiataria, como a saia godê tipo new look, a casaca masculina com colete e o terno masculino e feminino num jeans bem leve.
Versace para Riachuelo: a linha, baseada em best-sellers e quatro estampas da época de Gianni Versace.
Fonte: http://ffw.com.br/
Beijo! <3

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