#ésextafeira com Entrevista <3

Gentem, se tem algo que estou amando aqui no blog são os posts que eu escrevo no #ésextafeira, pois posso abordar qualquer assunto e muito mais que isso, fazer entrevistas com pessoas que eu gosto e admiro, abordando assuntos diferenciados e dando várias dicas para vocês leitoras! <3

E hoje, o meu convidado foi o best friend Anderson, que está aqui para contar sobre a sua experiência ao fazer um intercâmbio em Londres, muuuuito phyno né people?! E tenho certeza que irá ajudar a tirar muitas dúvidas para quem está planejando fazer o mesmo, ele ficou um mês na Europa estudando e turistando por lá..

Vem conferir a nossa conversa:

Luize: Quais foram os seus motivos na decisão de estudar fora do país? Foi algo relacionado ao profissional, curiosidade ou sonhos?
Anderson: Comecei a estudar inglês numa escola por motivo pessoal, de poder compreender a língua e me comunicar com outras pessoas. Nessa escola havia um panfleto de uma agência de intercambio, onde me interessei e comecei a pesquisar.


Luize: Como foi a escolha do país, além de Londres ficou em dúvida com algum outro destino?
Anderson: A escolha por Londres foi devido a alguns fatores, primeiramente não é necessário retirar visto para Europa, por exemplo, para os Estados Unidos teria que me deslocar em outros estados, para providenciar a documentação necessária. E outro fator foi a proximidade com diversos países na Europa.


Luize: Quanto tempo de planejamento até a data da viagem?
Anderson: Levei um pouco menos de um ano, nem tanto pelo planejamento da viagem, mas sim pela economia. Os destinos escolhidos não são uns dos mais baratos.


Luize: O que é preciso fazer primeiramente quando se tem essa decisão? São necessários muitos documentos ou processos burocráticos?
Anderson: Antes de verificar a documentação você precisa definir seu objetivo, se vai estudar, se vai a passeio, compras, se vai por conta própria, do quanto está disposto a investir, se vai por agência. Como é um país mais longe, outra língua, eu aconselho fazer com agência, devido toda a documentação, suporte oferecido, seguro saúde, cartão de transporte e chip de celular local.
O primeiro documento a se providenciar é o passaporte, que é bem tranquilo, com rápido agendamento online e só ir à polícia federal levar a documentação necessária, bater a foto, tirar as digitais e cerca de uma semana já está pronto.
No meu caso (com agência de intercâmbio e estudo) a agência providencia alguns documentos, como carta da escola, carta de acomodação (optei por residência estudantil) Cartão internacional (Travel Money) e o e-ticket voucher.

Luize: Referente ao financeiro, você comprou a moeda local aqui ou no próprio país? O que compensa mais?
Anderson: Como a maioria, acabei levando no cartão, é feito um depósito em reais e credita no cartão na moeda local. Troquei mais um pouco de libra e euro em casa de câmbio. Acho que compensa no cartão, pela segurança de levar uma quantia alta, mas atenção: tem juros altos do IOF.


Luize: Você decidiu ficar em casa de família, hostel ou hotel? Valeu a pena?
Anderson: Optei por residência estudantil, pois achei que com família local, pudesse haver horários mais rígidos que a família estivesse acostumada. Adorei ficar em residência estudantil, mas haviam regras, mantínhamos a casa organizada, tínhamos afazeres e a roupa e comida cada um cuidava da sua.

Luize: Conte um pouco de como foi a sua chegada, visto, meios de transportes, localização e língua local, ou seja, suas primeiras impressões ao chegar ao país.
Anderson: No aeroporto você passa pela imigração e é fácil de se localizar pois é tudo bem sinalizado. Do próprio aeroporto tem acesso ao metrô que leva a qualquer lugar de Londres, é praticamente impossível se perder via metrô. A primeira impressão é que você se adapta muito rápido á cidade, tudo funciona, não tem filas, não tem poluição visual.

Luize: E como foram os seus dias, qual era a sua rotina e como foi a sua adaptação com a cultura local?
Anderson: Como eu optei fazer curso, todas as manhãs eu ia para aula. Eu curti esse pacote, pois criei uma rotina lá, levantava cedo pra ir pra aula pois se você se atrasa, não pode mais entrar na aula (tolerância de 15 minutos), acabava pegando o dia a dia, no metrô, tomava um café no caminho e lia o jornal local. Além das amizades que fiz com várias pessoas do mundo inteiro, todas falando a mesma língua.

Luize: Sobre a escola o que você achou? Como foram os estudos, quais dificuldades, o que você mais gostou? Podes nos indicar qual escola você escolheu, para quem tiver interesse?!
Anderson: Estudei na The English Studio. A escola é bem localizada e bem centralizada, ela possui uma ótima organização, antes de viajar você faz via internet uma prova de nivelamento. No primeiro dia de aula, você se apresenta na recepção e pega os materiais de acordo com seu nível. O sistema de ensino é ótimo, bem dinâmico, interação entre os alunos, são atenciosos e focam na pronúncia inglesa. Toda semana você faz um teste e pode mudar de nível, e no último dia você retira seu certificado.


Luize: Pontos turísticos de Londres que você indica, onde comer, qual meio de transporte usar, onde fazer compras e baladas.
Anderson: Fiz um “walking tour” guiado com a agência de intercâmbio. Valeu a pena pois eles dão dicas e informações gerais dos pontos turísticos. O walking começa na área central (Picadilly Circus) e passa por várias ruas, monumentos, lojas, museus, lateral do Rio Tâmisa até finalizar no emblemático Big Ben. Indico o Museu de cera Madame Tussauds (atração paga), alugar bike no Hyde Park, British Museum. 
Sobre comida (pelo preço e rapidez) comi muito “fast food”. Os ingleses tem hábito de almoçar sanduíche nos parques, fazendo piquenique na grama, onde acabei fazendo sanduíches em casa também. 
Meio de transporte mais utilizado: metrô. Rápido, moderno e bem sinalizado. Para distâncias mais longas, conexão com ônibus. 
Para compra de roupas, indico a Primark, grande loja de departamentos. Preço acessível e bastante variedade. Loja de Cds e Dvds indico HMV. Lojas de souvenir tem muitas, mas vale pesquisar antes, pois a diferença de uma pra outra é gritante. 
No quesito balada, fiz o Pub Crawl, que é uma “maratona” de uma hora em cada pub central (no total são 5 pubs visitados), e em cada pub você ganha uma dose de uma bebida, além de você interagir com várias pessoas do mundo que estão participando também.


Luize: Além de Londres, você foi conhecer outros países na Europa?
Anderson: Aos finais de semana fui à Paris e Amsterdam. Comprei as passagens de avião com antecedência (e no Brasil). A viagem de avião dura uma hora e meia para cada destino. Nas cidades, indico pegar aqueles ônibus turísticos, pois eles possuem guia através de áudio e você pode descer/subir em qualquer ponto turístico.



Luize: De todos esses destinos, é possível escolher um preferido?
Anderson: Me surpreendi com o Heineken Experience Museum em Amsterdam. Era uma antiga fábrica da cervejaria e hoje é um museu bem interativo, moderno e uma espécie de parque da cervejaria. Você prova cerveja, vê o processo de fabricação e experimenta. Há vários ambientes com sensações, como som, luz, música e loja de souvenir, vale a pena o ticket e a experiência.


Luize: Referente à diferença de cultura, qual lição você aprendeu? É muito diferente da nossa? Como você foi recebido pela comunidade local?
Anderson: A educação e acesso à cultura são incríveis. A maioria dos museus são gratuitos, de portas abertas, sem precisar passar por detectores de metais, é só entrar e curtir. As lojas dos museus possuem muitos brinquedos, telas, tintas, que demonstram a inclusão da arte desde cedo nas crianças.

Luize: E o retorno ao Brasil, já deu para sentir diferença no trabalho ou algo diferente por você ter ido estudar fora, é importante e possui valorização aqui em Floripa?
Anderson: Todo estudo e investimento é válido. Isso se torna um diferencial no seu currículo e experiência de vida que de uma forma ou de outra pode ser valorizado. Vai de perfil pra perfil ou área que você trabalha aqui em Florianópolis, independente disso, a transformação pessoal é muito visível.

Luize: Resumindo toda a experiência vivenciada nesse mês que você ficou em outro país, qual recado você deixa para quem tiver planejando fazer um intercâmbio?!
Anderson: Simplesmente vale a pena! Mas é preciso disciplina, foco e ter coragem. Somos movidos pelo medo e insegurança “será que vai dar certo!?”, muitas vezes ficamos na zona de conforto, onde tudo parece ser mais fácil e que já estamos acostumados. Planeje tudo, pesquise, monte o seu perfil, o que mais curte, estação do ano preferida, procure destinos e curiosidades do local. Se permita e vá!
Intercâmbio é um vício/investimento que você gasta e fica mais rico. É experiência, troca, autoconhecimento, possibilidade e aprendizado. Seja curioso, saia da caixa, não temos fronteiras e o mundo é gigante! 


Luize: E para finalizar, algum novo destino em mente?
Anderson: Estou sempre planejando uma viagem. Tenho vontade de conhecer Nova York e ir para Europa novamente para conhecer outros países.

Se você ficou com vontade de pegar a mala e sair viajando, segue a agência escolhida pelo Anderson: Egali Intercâmbio.

Eu gostaria de deixar registrado aqui o meu agradecimento super especial para o meu amigo Anderson, que desde o início sempre acreditou na Delphina e por isso fico muito feliz de você estar aqui participando desse projeto comigo, muito obrigada
E quem curtiu pode seguir ele no insta, acompanhando suas viagens e fotos maravilhosas: @anderschneider09
Imagens: Arquivo pessoal do Anderson Schneider.

Beijos!

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